quarta-feira, dezembro 09, 2009

Consenso? Que consenso?

Leiam o artigo Surprise, Surprise, Many Scientists Disagree On Global Warming de John Lott, da FOXNews.com

Segue um trecho:

There is hardly unanimity among scientists about global warming or mankind's role in producing it. But you wouldn't know it if you just listened to the Obama administration.

As the Climate-gate controversy continues to grow, amid charges of hiding and manipulating data, and suppressing research by academics who challenge global warming, there is one oft-repeated defense: other independent data-sets all reach the same conclusions. "I think everybody is clear on the science. I think scientists are clear on the science ... I think that this notion that there's some debate . . . on the science is kind of silly," said President Obama's Press Secretary, Robert Gibbs, when asked about the president's response to the controversy on Monday.

Despite the scandal, Britain's Met, the UK’s National Weather Service, claims: "we remain completely confident in the data. The three independent data sets show a strong correlation is highlighting an increase in global temperatures."
But things are not so clear. It is not just the University of East Anglia data that is at question. There are about 450 academic peer-reviewed journal articles questioning the importance of man-made global warming. The sheer number of scientists rallying against a major intervention to stop carbon dioxide is remarkable. In a petition, more than 30,000 American scientists are urging the U.S. government to reject the Kyoto treaty. Thus, there is hardly the unanimity among scientists about global warming or mankind's role in producing it. But even for the sake of argument, assuming that there is significant man-made global warming, many academics argue that higher temperatures are actually good. Higher temperatures increase the amount of land to grow food, increase biological diversity, and improve people's health. Increased carbon dioxide also promotes plant growth.

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Comentário: há claramente muita histeria e muito alarmismo sobre as questões climáticas, e poucos questionam a quem isso interessa. Não são poucas as viúvas de Stalin que buscaram refúgio no "ambientalismo". São os tais "melancias", verdes por fora, mas vermelhos por dentro. Abraçaram o eco-terrorismo para poder atacar o capitalismo, o progresso material, a criação de riqueza que apenas o sistema capitalista gera. E demandam mais concentração de poder no governo como solução para os "males" causados pelas "mudanças climáticas" (notem como muitos trocaram o "aquecimento global" por esta expressão mais vaga recentemente). A grande imprensa comprou a causa. Todos falam em consenso. Mas que consenso é esse? O artigo acima, assim como o link para os estudos acadêmicos "dissidentes", mostram que isso não é verdade. O gato subiu no telhado!

Clima é um fenômeno complexo, com inúmeras variáveis causando impacto. Nesse aspecto, clima parece economia. Basta lembrar que a expressão "efeito borboleta" surgiu por conta de estudos sobre o clima. Mas a arrogância de alguns não tem limites. A "pretensão do conhecimento", de que falava Hayek, serve tanto para economia como para o clima. Achar que é possível saber com razoável grau de certeza como será o clima daqui a um século parece um tanto arrogante.

Enfim, mais ceticismo diante dessa nova seita verde se faz necessário atualmente. Existem outras prioridades além do clima num mundo com tantos miseráveis e doentes. Preservar a liberdade individual é outra meta crucial, e cada vez mais incompatível com a agenda "ambientalista" autoritária, como mostrou o governo Obama ao ignorar o Congresso recentemente para impor suas medidas desejadas. Muito cuidado com certos "ambientalistas" engajados, eis o recado!

8 comentários:

Sr. X disse...

Sobre não haver consenso concordo. Sobre existir ecoterroristas também, assim como há alguns poucos capitalista que ganhando dinheiro que o mundo se f@#$%.

Entretanto, pesquise mais sobre o "efeito borboleta". A expressão surgiu devido a um modelo matemático proposto para prever o clima e o modelo previa grandes mudanças devido a pequenos desvios. Mas, o modelo estava errado, ele não previa o clima.

No modelo atual de previsão do clima, não se provou a existência ou não do mesmo efeito. Os erros obtidos nos resultado atualmente são devido à erros nas medições.

Assim como, os modelos utilizados para previsões de longo prazo. Pesquisando você descobrirá que há dezenas de modelos diferentes em uso por diversos laboratórios.

Portanto, não é arrogância tentar prever o clima daqui anos ou decadas com razoavel grau de certeza.

Inclusive, estes cientistas não descartaram a previsão do aquecimento. E dizem que o efeito não é causado pelo homem, é um efeito natural do planeta.

fejuncor disse...

Endosso tal opinião, o aquecimento global não ocorre exclusivamente pelo efeito estufa. Fatores como oscilações na atividade solar, exemplo, tmb devem ter efeito sobre a temperatura global. Transdiciplinaridade é algo que não pode ser esquecido numa questão tão complexa. O consenso é de que as circulações dos sistemas terrestres (ar, água) não influem na temperatura. Mas não há certeza absoluta disto.

Aprendiz disse...

Há dois problemas graves quanto à teoria do AGA:

1. Conforme a documentação exposta (os programas e seus comentários são ainda mais escandalosos que os e-mails) por gente de dentro do CRU (parece que não foram hackers, como inicialmente pensou-se) muitos cientistas aquecimentistas estão comportando-se como ativistas políticos sem o menor escrúpulo. A ciência já está perdendo, pois inúmeros trabalhos científicos já podem ter sido abortados. Já imaginaram um cientista novato apresentando um trabalho que não esteja de acordo com os resultados esperados pela teoria do AGA? O que ouvirá dos veteranos? "Não publique isso rapaz, destruirá sua carreira e prejudicará nossa instituição. O aquecimentismo está nos dando muitas verbas para pesquisa". Que fará o novato? Refazerá o trabalho com outra metodologia e, se os resultados forem mais "favoráveis", então publicará. Tempos sombrios esses. Se insistir com o trabalho original, provavelmente não conseguirá publica-lo e, se o conseguir, será chamado de "vendido à indústria petroleira".

2. É uma "verdade científica" irrevogável. O que apostaram de capital econômico, político e pessoal na coisa, já a torna a questão política mais importante da atualidade. Estamos falando simplesmente da criação de um novo governo mundial, com poderes ilimitados. E que não será democrático, de forma alguma. O capital financeiro e os socialistas já fecharam o acordo, e provavelmente não podem desfaze-lo mais sem graves conflitos. Agora, restará a eles passarem como um trator sobre toda a dissidência. O que talvez venha a ser o pior governo da história está sendo criado sobre o que parece ser o mais grave embuste científico da história.

fejuncor disse...

Aposto como nas reuniões que estão se desenrolando na cúpula o assunto “Climagate” não tem a menor possibilidade de ser de abordado. Deveria, já que a imprecisão é um elemento fundamental da ciência. Postura feia mesmo.

Medidas pra diminuir as emissões têm de ser pensadas só como uma apólice de seguro: o mundo conseguindo reduzir substancialmente as emissões nas próximas décadas e depois descobrindo que o aquecimento induzido pelo homem não está, de fato, ocorrendo, como dizem cientistas dissidentes, povão não ficará irado, sim aliviado. Esse alarde todo é infrutífero.

Mas há tanta coisa. A evolução humana do ponto de vista ecológico é uma necessidade implícita, a “rotatividade” da matéria extraída da natureza, digamos, ainda é muito incipiente na economia. Deveria haver reciclagem quase que integral daquilo que ingressa ao processo produtivo, uma realidade longínqua. A maior parte do que entra acaba saindo acumulada em algum canto. Desperdício insustentável. Avançando a esse estágio a vida fica menos fácil e mais cara, obviamente, mas acho desnecessário tanta balbúrdia alarmista sobre fato óbvio.

Vejamos agora. Se há subsídios e isenção a tantas atividades poluentes, com forte feedback ambiental externo aos seus custos – como as montadoras – esperam o quê, para elaborar políticas que "induzam” a formas ecologicamente mais modernas? Não falo de 5% menos CO2 no último motor do Tucson; falo de uma outra matriz. Acelerar esse processo de TRANSIÇÃO para novos propulsores. Incentivá-lo. Quais são as opções, por exemplo, na praça? Estamos atrasados. Cadê o Estado indutor? A que se presta a Política? Concedem os benefícios, sem negociar condições/contrapartidas que poderiam levar tais setores a se aprimorarem NESSE SENTIDO. Corrigir falhas do mercado como externalidades** no caso, não é papel dos burocratas? Ou eles só servem a ficar criando filmes sensacionalistas como AlGore e depois fazer conchavos uns aos outros com entrega de "prêmios" e algum dinheiro (o Nobel paga uma graninha). Tecnologia nunca foi problema. Carros híbridos, movidos a hidrogênio, etc.

Parece faltar interesse, pois os governos não fazem outra coisa a não ser valorizar a imbecilidade deste modelo atual. O Estado deve acudir a fábrica de bigas. Fabricar bigas é o que dá emprego. Eles querem empurrar a biga. Santo Satanás! Como essa cultura é burra.

**Apesar de o aquecimento global não ser uma externalidade padrão, pois envolve incertezas de grande magnitude.

Felipe Santos disse...

Fejuncor,

Concordo plenamente com tudo que disse... e ainda mostro que tem gente com a mesma visão se manifestando...


Acordo em Copenhague só levará a novas decepções, defende cético

Bjorn Lomborg acredita que tentar cortar emissões rapidamente é um erro.
Recursos deveriam ser investidos na resolução de outros problemas, diz.


Autor de “O Ambientalista Cético” (Campus, 2002), o dinamarquês Bjorn Lomborg acredita que um esforço mundial para cortar emissões de gases do efeito estufa no curto prazo é um gasto errado de recursos – seria mais útil, argumenta, investi-los em outros problemas igualmente graves e de mais fácil solução, como a desnutrição nos países pobres, e promover formas alternativas de energia para evitar lançar carbono na atmosfera.

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1406760-17816,00-ACORDO+EM+COPENHAGUE+SO+LEVARA+A+NOVAS+DECEPCOES+DEFENDE+CETICO.html

fejuncor disse...

Copenhague é desperdício de dinheiro, meu chará. Sairão com um documento bonito, cheio de palavras de peso e vão estourar uma champanhe com todos indo pra casa se achando vitoriosos. E é claro que, daqui a 10 anos, nada terá acontecido.

fejuncor disse...

O próprio Lomborg disse o seguinte numa entrevista:

"(...)para cada dólar que você gasta para cortar emissões – mesmo que você gaste esse dinheiro de maneira muito eficiente – você vai evitar dois centavos de dano climático. Ou seja, 98% do dinheiro é jogado fora. O que é um péssimo negócio.

E o que seria um bom negócio?

Investir em pesquisa para tornar as tecnologias verdes mais baratas no futuro. Para cada dólar investido você vai ter 11 dólares de benefício climático. Se investíssemos o suficiente para tornar os painéis solares mais baratos que qualquer outra forma de energia de origem fóssil estaríamos no caminho de solucionar o problema do aquecimento porque todas os consumidores iriam comprá-los. E não porque algum governo os forçou a fazê-lo, mas porque tornamos a tecnologia acessível."

Foi o que externei. Não precisa ser nenhum gênio para ver isto, é mais ou menos o que qualquer pessoa que pare para refletir - ou que não tenha segundas intenções -, irá conclui. Já pensava assim mesmo antes dessa balela se popularizar.

de Souza disse...

As atitudes em relação ao aquecimento global são, no mínimo, muito boas para o mundo (mesmo que isso implique no não-uso de reservas de petróleo e outros existentes em países subdesenvolvidos). A seguinte charge ilustra bem isso
http://mediagallery.usatoday.com/Editorial-Cartoons/G373,S81137