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sexta-feira, março 01, 2013

448 anos da Cidade Maravilhosa



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O Rio faz aniversário hoje. É natural que o comentário do dia seja sobre a “minha” Cidade Maravilhosa. Carioca da gema, eu sou um “amante crítico” da cidade: existem várias coisas que admiro no Rio, e tantas outras que condeno. Falemos brevemente sobre isso então.

Primeiro, as qualidades. Falar da beleza natural é obviedade ululante. Já visitei vários países mundo afora, mas poucas vezes vi paisagens tão belas como as nossas. Especialmente essa combinação de mar com vegetação e morros, algo simplesmente lindo. Além disso, há o jeito descontraído dos cariocas, o estilo de vida mais descolado, mais informal, que faz quase qualquer um se sentir em casa. Pontos para o Rio.

Mas... tem o lado negativo disso. Carioca costuma se achar muito esperto. Há malandro demais para otário de menos. O “jeitinho” brasileiro encontrou no Rio seu ícone perfeito. Acostamento, jogar lixo na rua e na praia, parar em local proibido, assim são os costumes do carioca típico. Aquele cidadão seguidor das leis e da ordem, bem educado e respeitador da coisa pública, esse é espécie em extinção, mais do que a arara azul do filme Rio. Observar um pouco mais o que os suíços têm de bom e tentar copiá-los não faria mal aos cariocas...

Por fim, o Rio, por ter sido capital, ainda abriga enorme contingente de funcionários públicos que, em simbiose com os artistas e “intelectuais” da cidade, criam a fina flor da esquerda caviar. É aqui que surgem as piores ideias políticas, a mentalidade de que pobre é “puro” e que favelas são intocáveis pela polícia, que o governo deve ser o “pai do povo” etc. Talvez isso esteja melhorando um pouco nos últimos anos.

Aqueles que pensam como eu, seguem na luta por mais ordem e respeito, sem que a descontração carioca desapareça. Creio que é possível ter as duas coisas. Não precisamos jogar o bebê fora junto com a água suja. Relaxamento sim. Malandragem não. Enfim, parabéns Rio!