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terça-feira, setembro 18, 2012

A naftalina de Daniel Aarão Reis


Rodrigo Constantino

Aos "freixetes" da esquerda Rolex 

Daniel Aarão Reis transformou seu espaço no GLOBO hoje em palanque eleitoral, e terminou assim o artigo: "Mas o Rio rebelde, nas eleições de outubro, além de um programa, tem nome e sobrenome: Marcelo Freixo."

Reis, para quem não sabe, é um notório "comuna", que participou da luta armada para implantar o regime soviético no Brasil. É aquele que acusou Diogo Mainardi de ter cheiro de naftalina no Manhattan Conection, tentando insinuar que ele é um reacionário. Mainardi, sem passar recibo, retrucou que era hilário um defensor de Lênin acusar alguém de cheirar a naftalina. (essa doeu)

Depois Mainardi explicou a forma ríspida com que tratou o convidado do programa: ele teria sido grosseiro com as meninas da maquiagem. Típico! Socialista que ama a Humanidade, mas não suporta o próximo, especialmente se for humilde...

Faça como Chico Buarque, aquele que vota na quadrilha petista e idolatra Cuba, e como Daniel Aarão Reis, cujas ideias fedem a naftalina (soviética): vote no Freixo. 

Ou não. Ou você pode mostrar que não cai nessa ladainha patética dos "socialistas do século 21" disfarçados de cordeirinho, mas com o mesmíssimo ideal podre do século 20. 

E não me venham falar de ética! Qual a ética que tem um sujeito que faz parte do PSOL, partido que tem até terrorista entre os fundadores, e que costuma abraçar assassinos do naipe de um Cesare Battisti?! Conta outra!

quinta-feira, setembro 06, 2012

A liberdade de Chico Alencar


Rodrigo Constantino

O deputado do PSOL Chico Alencar publicou hoje um texto na Carta dos Leitores do jornal O Globo, em resposta ao meu artigo “A esquerda caviar”. Vamos rebater um a um os pontos abordados pelo socialista.

Em primeiro lugar, ele afirma que eu agredi cineastas, músicos e artistas em geral, além de ecologistas e representantes políticos. Não! Eu apenas apontei a hipocrisia de muitos desses artistas e intelectuais, que defendem as “maravilhas” do socialismo, mas gostam mesmo é das coisas que só o capitalismo pode oferecer. O que foi apontado no meu artigo é a esquizofrenia dos admiradores de Fidel Castro que, no fundo, querem mesmo é acumular muita riqueza e despertar o consumismo burguês sem censura.

Depois Chico Alencar diz que eu ofendi a cidadania, ao indagar “o que se pode esperar de um povo que elegeu Saturnino Braga em vez de Roberto Campos para o Senado?” Como assim? Quer dizer que afirmar que os cariocas possuem um histórico de péssimos votos é “ofender a cidadania” agora? Que doideira. Não posso nem mesmo lamentar as péssimas escolhas de meus conterrâneos? Será que Chico Alencar estaria ofendendo a cidadania ao reclamar dos votos que levaram Collor ao poder?

Mas ele continua. Afirma que, para mim, servir ou combater a ditadura não são critérios respeitáveis para o voto. O que? O problema é outro, deputado. Muitos da esquerda a qual o senhor faz parte combateram os militares sim, mas vamos contar a história toda? Eles lutavam por qual causa? A liberdade democrática, por acaso? Nem aqui, nem na China! José Dirceu, o “chefe de quadrilha”, era um defensor da democracia?

A turma que o senhor defende queria era implantar uma ditadura do proletário no Brasil, nos moldes cubanos. Tanto que o ídolo dessa rapaziada era Fidel Castro, simplesmente o mais sanguinário e duradouro ditador da América Latina! Aproveito para lhe perguntar, deputado: o que o senhor pensa de Castro? O que o senhor acha do regime cubano? Satisfeito com a liberdade do socialismo? Poderia apontar um único caso de sucesso do socialismo?

Chico Alencar ainda diz que eu falseei a posição de Freixo sobre as escolas de samba. Eu vi a entrevista do candidato no RJTV. Ele foi bem claro: para ter verba municipal, tem de haver contrapartida cultural. E quem decide isso? Os burocratas apontados pelo governo! Logo, é exatamente como eu disse: o PSOL quer controlar até mesmo conteúdo de samba! Onde está a mentira?

Ainda foi dito pelo deputado que eu preciso me informar melhor sobre a questão de Israel. Ora, eu li o texto do deputado Babá “justificando” seu ato de queimar a bandeira de Israel em praça pública. Portanto, não estou desinformado. E repito o que disse: é uma demonstração de intolerância e desrespeito ao povo judeu queimar a bandeira de Israel dessa forma. Os socialistas acusam a única democracia do Oriente Médio de fascista. Foi por isso que recomendei o livro “Fascismo de esquerda” no meu artigo. O deputado deveria lê-lo...

Para Alencar, eu ataquei todos os que defendem o meio-ambiente. Não! Eu ataquei os ecoterroristas, os alarmistas oportunistas com uma agenda política por trás do movimento ambiental, usado somente como desculpa para mais concentração de poder no estado. Por isso, inclusive, recomendei o livro “Os Melancias”, de James Delingpole. O deputado deveria lê-lo...

Por fim, o deputado apela para o sensacionalismo e tenta monopolizar as virtudes, alegando que liberdade não é apenas a dos donos do capital. E quando foi que eu disse isso? Justamente, a liberdade é muito mais que isso; é, por exemplo, não ter que entregar metade do que ganha para um governo perdulário e corrupto; não ser tratado como um súdito pelos burocratas “iluminados”; enfim, tudo aquilo contrário ao socialismo que Chico Alencar defende.