Idéias de um livre pensador sem medo da polêmica ou da patrulha dos "politicamente corretos".
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segunda-feira, julho 15, 2013
Os médicos não são nossos escravos
Artigo exclusivo que escrevi para o site da Época sobre a questão dos médicos.
domingo, julho 14, 2013
terça-feira, julho 09, 2013
Trabalho escravo: hoje os médicos; e amanhã?
Rodrigo
Constantino
O
anúncio de que o formando de medicina terá que trabalhar dois anos no SUS para
obter o diploma é da maior gravidade, e não pode passar batido. Eu já escrevi
ontem algo
sobre isso, e publiquei outro artigo
de um médico também. Mas é pouco! Diante deste absurdo sem tamanho, que
transforma o médico em um escravo do governo, a reação deve ser maior, com
força total.
Alguns
podem pensar que o assunto não lhes diz respeito. Enganam-se! O precedente
aberto é assustador. Trata-se do caminho para a servidão, agora escancarado. A
liberdade de escolha do profissional desaparece, dando lugar ao pretexto de, em
nome do “interesse nacional”, o estado escravizar as pessoas para suprir suas
carências. Esqueça fazendeiros que não conseguem preencher 252 itens das leis
trabalhistas; o verdadeiro trabalho escravo é esse: ser obrigado a trabalhar
por dois anos para o governo!
Hoje
são os médicos, mas e amanhã? O que vai impedir o governo de decretar que todo
professor tem que ficar dois anos dando aulas em escolas públicas do interior
para conseguir seu diploma? Ou forçar engenheiros a atuarem por dois anos nas
obras do PAC Brasil adentro, para só depois terem acesso ao certificado de
conclusão de curso? Ou obrigar dentistas a atenderem na selva amazônica antes
de finalizarem a faculdade? Percebem o risco?
Isso
não é somente um problema dos médicos, e sim de todos nós! Quem ainda tem um
mínimo apreço por um valor chamado liberdade individual tem que se posicionar
contra esse autoritarismo sem paralelo no país. Cabe a cada um lutar, como for
capaz, para impedir essa medida socialista. Isso não pode passar!
Para
concluir, relembro o alerta sempre válido de Martin Niemoller:
Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como
eu não era comunista, eu me calei. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como
eu não era judeu, eu não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas,
como eu não era sindicalista, eu me calei. Então, eles vieram buscar os
católicos e, como eu era protestante, eu me calei. Então, quando vieram me
buscar... Já não restava ninguém para protestar.
segunda-feira, julho 08, 2013
O chamado de Dilma
Rodrigo
Constantino
A presidente
Dilma é como aquele marido traído, que descobre a esposa no sofá com o amante,
e joga fora o sofá para acabar com o adultério. Este, aliás, tem sido um
governo marcado pelo ataque aos sintomas, jamais às causas dos problemas. Não
seria diferente na questão da saúde.
Faltam médicos
no interior do país, pois as condições de trabalho são lamentáveis? Então o
governo resolve importar “médicos cubanos”. Ainda assim faltarão médicos no
“maravilhoso” SUS? Então os médicos não vão mais se formar após seis anos, e
sim oito anos, pois terão que dedicar dois anos extras após o término da
faculdade ao SUS para obter o diploma.
Isso é o governo
praticando “altruísmo” com esforço alheio. Estender a já longa jornada de
estudo e prática do médico para tampar um buraco criado por sua própria
incompetência é injusto, absurdo e antiliberal. A presidente fala em um
“chamado” aos médicos, mas não é nada disso: é uma imposição, das mais
autoritárias.
Para um
economista como eu, a escassez de um bem ou serviço é sinal de preço fora de
lugar. Quando há fila em um restaurante e o outro está vazio, isso é sintoma de
que o primeiro deve estar cobrando pouco, e o segundo muito. Normalmente, o
setor privado reage justamente assim: aumenta a demanda, ele tenta expandir a
oferta, e quando isso não é possível, ele ajusta o preço.
O governo, como
sabemos, não faz nada disso, pois seus incentivos são inadequados. Quando há
demanda demais na hora do rush no tráfego, ele cria racionamento de placas. E
quando há médico de menos no interior, ele decreta mais dois anos de trabalho
aos recém-formados para liberar o diploma. O presidente da Sociedade Brasileira
de Medicina de Família e Comunidade, Nulvio Lermen Junior, criticou
a nova medida do governo:
O governo tem que melhorar a infraestrutura, criar um
plano de carreira adequado, oferecer condições de vida apropriadas para os
profissionais e para a família e, claro, com salário condizente, que não
precisa ser muito diferente das outras regiões. Não adianta atender a só um
desses itens. Do contrário, a pessoa pode até ir se aventurar, mas acabar logo
desistindo. Não há alguém que aguente viver por muito tempo sem esses fatores
envolvidos.
Em outras
palavras, a falta de médicos é um problema de mercado, eminentemente econômico.
Quando envolve saúde, sabemos que a esquerda gosta de deixar as calculadoras de
lado ainda mais do que o de praxe, mas não é com base em decretos autoritários,
escravizando os médicos recém-formados, que iremos resolver a falta de médicos
pelo interior.
A saúde pública
no Brasil é uma porcaria, e o governo acaba optando por mais intervencionismo
ainda, prejudicando todo o setor, inclusive o lado privado. Se a trajetória dos
médicos terá mais um obstáculo agora, postergando o retorno de seu investimento
pesado em tempo de estudo, pode estar certo de que isso vai encarecer o serviço
para “nos otros”, que pagamos a fatura.
O "chamado" de Dilma mais parece aquele filme com o mesmo nome, onde o sujeito atende o telefone, e com isso sela seu destino, assinando seu atestado de óbito. Socorro!
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