Mostrando postagens com marcador classe média. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador classe média. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, maio 17, 2013

Marilena Chauí te odeia!


Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

A "intelectual" brasileira representante da esquerda caviar, a filósofa da USP Marilena Chauí, atacou esta semana, com sua típica verborragia, a classe média. Ela disse sem rodeios: “A classe média é um atraso de vida. A classe média é estupidez, é o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista”. Quanto ódio para alguém que pertence... à classe média!

Ao declarar ódio a uma abstração classista, a filósofa, malandramente, foge da necessidade de dar nome aos bois. Ao repudiar a classe média perante a classe média, esta se sente acuada e encontra como mecanismo de defesa a sensação de que não faz parte dessa mesma classe, pois, apesar da renda similar, é mais esclarecida, mais “consciente”, mais engajada. Em outras palavras, é uma classe média que rejeitou o estilo de vida pequeno-burguês e se alinhou aos operários revolucionários e marxistas.

A jogada é conhecida. A esquerda usa essa tática há décadas. Sem falar que sempre buscou monopolizar as virtudes e encerrar qualquer debate sério com rótulos sem sentido, ataques chulos. Chamar de “fascista” um fascista não surte efeito, mas acusar de “fascista” um membro da classe média que é democrata produz nele uma reação quase automática, de querer se afastar dessa classe para não passar recibo.

A esquerda só acusa mentindo, pois sabe que quem se incomoda com seus ataques infundados é justamente quem não é fascista, reacionário, petulante ou terrorista. Enquanto isso, os verdadeiros terroristas, muitos afinados com a própria esquerda, são chamados por eufemismos, como “guerrilheiros” ou “revolucionários”. É muita inversão!

Mas se Marilena Chauí não tem coragem de dar nome aos bois, eu faço isso por ela. Você, Pedro, João, Tiago ou Roberto, Maria, Fernanda, Ana ou Carolina, que é assalariado, que mora em um apartamento alugado de dois ou três quartos, que assiste novela da TV Globo e jogo de futebol nas quartas e domingos, que precisa enfrentar o caótico trânsito para trabalhar, que vive com medo de bandidos defendidos por esquerdistas, que não conta com esmolas ou privilégios estatais, que quer apenas, enfim, melhorar de vida, ter mais conforto material e segurança, é você mesmo que Marilena Chauí odeia e acusa de ser ignorante, petulante e... terrorista!

Chauí, que ama o “metalúrgico” Lula, já tendo declarado que quando ele fala tudo se ilumina, odeia você, trabalhador humilde da classe média. Qual será a sua reação? Sentimento de uma culpa infundada por desejar melhorar de vida, fazendo o jogo da filósofa marxista, ou repúdio a esta senhora patética e todos os demais marxistas que te odeiam?  

sexta-feira, setembro 21, 2012

Mr. M. apresenta: A nova classe média



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

A imprensa estampou a incrível notícia: Mais de 100 milhões de brasileiros, ou seja, mais da metade da população já fazem parte da classe média. O estudo “Vozes da classe média”, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, divulgou os dados para o espanto de muita gente.

Há só um pequeno detalhe: a pesquisa classifica como classe média os que vivem em famílias com renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019 e tem baixa probabilidade de passar a ser pobre no futuro próximo. É isso mesmo. O leitor não está enganado. Para o governo, classe média é um casal sem filhos que ganha R$ 582 mensais, ou seja, menos até do que um salário mínimo!

Segundo o IBGE, o rendimento mensal domiciliar per capita do Brasil era R$ 668 em 2010. O Distrito Federal, oásis dos políticos, é o lugar mais rico, com renda per capita de R$ 1.404. O estado mais pobre, feudo particular dos Sarney, tinha renda per capita de R$ 319.

Ou seja, o governo diz que pertence à classe média brasileira qualquer um que ganha menos de um terço da média do rendimento nacional. O leitor entendeu? É da classe média qualquer um que recebe 70% do rendimento médio do estado mais pobre do país, o Maranhão. Não é incrível?

Não bastasse essa “mágica”, há outra: aproximadamente 80% dos novos integrantes da classe média brasileira são negros. Como o diabo está nos detalhes, eis o truque: pardo é negro! Como 40% dos brasileiros miscigenados se declaram pardos, eis que, em um passe de mágica, a maioria que entrou na nova classe média é de negros!

São coisas que só vemos no Brasil mesmo. O Mr. M. deveria ser convocado pelo governo para as Olimpíadas. Bastaria reduzir pela metade a distância da corrida dos 100 metros dos brasileiros que não teria Bolt que pudesse levar o nosso ouro. É só correr 100m em 50m! E, para o leitor, fica esta ótima notícia para o fim de semana: se você ganha mais de R$ 1.020 mensais, você é membro da classe alta brasileira! Você era rico e nem sabia...