Informo que disponibilizamos meu último livro, Economia do Indivíduo, gratuitamente em pdf no site do Instituto Mises Brasil.
Idéias de um livre pensador sem medo da polêmica ou da patrulha dos "politicamente corretos".
domingo, abril 18, 2010
Economia do Indivíduo - Ebook
Informo que disponibilizamos meu último livro, Economia do Indivíduo, gratuitamente em pdf no site do Instituto Mises Brasil.
sexta-feira, abril 16, 2010
Incentivos à Corrupção

Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal
Mais um escândalo de corrupção veio à tona na saúde pública. O chefe da Neurocirurgia do Salgado Filho foi indiciado com empresários por fraude na compra de materiais para o hospital municipal. Segundo a polícia, a propina do médico era de 15% a 25% do valor de cada nota fraudada. A polícia vai investigar se a fraude também acontece em outras unidades municipais, estaduais e federais. Alguém tem dúvida?
O setor público de saúde é conhecido pela quantidade de escândalos de corrupção. Em 2004, por exemplo, na Operação Vampiro, a máfia do sangue foi acusada de desvio de quase R$ 400 milhões do Ministério da Saúde.
Corrupto existe em todo lugar. O que se deve questionar, portanto, é a razão pela qual os corruptos costumam “fazer a festa” no setor público. O motivo parece óbvio: o mecanismo de incentivos é totalmente inadequado quando se trata de governo. Se empregados corruptos tentassem praticar desvios em hospitais privados, encontrariam muito mais obstáculos.
Para começo de conversa, o escrutínio dos sócios, que dependem da lucratividade de seu negócio, enquanto no governo existe apenas dinheiro da “viúva”. Se fraudes colocarem um hospital privado numa situação precária de caixa, ele irá à falência. Em contrapartida, um hospital público simplesmente demanda mais verbas públicas, por meio de impostos, ou então deixa a qualidade do serviço completamente abandonada. Afinal, ele não depende mesmo da satisfação dos clientes para sobreviver. O SUS que o diga!
Fica claro que quanto menos recursos passarem pelo setor público, melhor. No governo, os incentivos à corrupção são atraentes demais para os corruptos. Não é por acaso que todos eles adoram o governo!
As armadilhas da "contabilidade mental" para o investidor
Rodrigo Constantino, Jornal Valor Econômico
"Sempre pense no seu ponto de entrada como o fechamento da noite anterior." (Paul Tudor Jones)
Se alguém vai ao cinema e, no momento de comprar o ingresso percebe ter perdido o dinheiro que estava no bolso, provavelmente irá comprá-lo assim mesmo, usando alguma outra fonte (talvez pegando emprestado).
No entanto, se esta mesma pessoa já havia comprado o ingresso e descobre que o perdeu dificilmente irá comprá-lo uma segunda vez. Em ambos os casos o custo para ver o filme seria o mesmo: o dobro do normal. O que mudou de um caso para o outro, então?
Dinheiro não tem carimbo. Trata-se de um meio de troca válido para obter qualquer produto demandado. Todavia, no momento em que "carimbamos" aquele dinheiro, comprando algum ativo específico, realizamos uma espécie de "contabilidade mental", registrando a operação em um balancete no cérebro.
É justamente isso que ocorre quando o ingresso do cinema já foi comprado. Ao verificar que ele foi perdido, comprar um novo ingresso significaria registrar mentalmente o dobro do preço normal para aquele bem. O filme parece caro de repente.
Por outro lado, tendo perdido o dinheiro ainda não carimbado, a pessoa não associa que a compra do ingresso custa o dobro. Para ela, o dinheiro perdido servia para inúmeras coisas, e não necessariamente era o dinheiro do ingresso. Não havia ainda um registro contábil na mente.
Essa percepção foi chamada de "mental accounting" pelo economista de Chicago Richard Thaler, na tentativa de descrever o processo de categorizar e agrupar resultados econômicos em diferentes contas na mente.
A aplicação desse conceito pode ser útil no campo dos investimentos também. Muita gente compra ações e carimba aquele dinheiro, gravando na memória o preço pago pelo ativo. Com as oscilações de preço, o investidor então começa a analisar seu desempenho e tomar medidas sempre com base naquele preço antigo pago no momento da compra.
Essa postura pode ser bastante perigosa, principalmente em mercados com tendência de baixa. Quando o preço da ação começa a cair em queda livre, o investidor fica paralisado, e evita vender porque espera recuperar o prejuízo.
Ele está decidindo o que fazer com base na memória do preço de entrada, e não se concentrando no que deve ocorrer com o ativo em si. Entretanto, os mercados não ligam para o seu preço de compra. O racional não é fazer contas de quanto falta para recuperar as perdas passadas, e sim refletir sobre qual deve ser a tendência do ativo agora, independente dos seus registros contábeis.
O que importa não é o passado, mas o que está por vir. Saber reconhecer erros e realizar prejuízos é fundamental para a sobrevivência nos mercados. Tomar decisões emocionais, se negando a vender apenas porque isso significaria assumir um erro, pode ser o caminho mais rápido para a bancarrota. O ego não deve ficar acima da razão.
O preço pago pela ação é totalmente irrelevante para a decisão de quando vendê-la. Tal medida deve levar em conta apenas as expectativas em relação ao futuro da ação. Afinal, o dinheiro da compra das ações pode ter sido "carimbado" na memória, mas deve-se lembrar sempre que os ativos podem ser transformados novamente em dinheiro "sem carimbo" a qualquer momento, principalmente em se tratando de ativos com alta liquidez.
O apego emocional ao preço de entrada na ação deve ser evitado a todo custo. O preço de entrada é sempre o atual. E o relevante é para onde deve ir esse preço de agora em diante.
Para concluir, acrescento outro exemplo de "mental accounting" para reforçar a mensagem. Um jogador que ganha R$ 500 na roleta de um cassino tende a continuar jogando e colocando o dinheiro todo no risco, mesmo que antes ele não estivesse disposto a arriscar a mesma quantia do próprio bolso.
Isso ocorre porque ele não considera esse dinheiro como sendo seu ainda. Não houve um registro mental, pois ele está usando apenas seu lucro em fichas. Acontece que o lucro não realizado poderia ser transformado a qualquer momento em dinheiro.
Na prática, o resultado objetivo é exatamente o mesmo, ainda que o jogador possa se sentir diferente. O mesmo ocorre com todos os investidores que não sentem estar perdendo dinheiro na baixa apenas porque estão entregando lucros "não realizados". Um mecanismo razoável de proteção contra este auto-engano pode ser uma constante marcação a mercado dos ativos. Nunca é demais repetir: não importa o preço de antes; apenas o esperado para o futuro. O que passou, passou!
"Sempre pense no seu ponto de entrada como o fechamento da noite anterior." (Paul Tudor Jones)
Se alguém vai ao cinema e, no momento de comprar o ingresso percebe ter perdido o dinheiro que estava no bolso, provavelmente irá comprá-lo assim mesmo, usando alguma outra fonte (talvez pegando emprestado).
No entanto, se esta mesma pessoa já havia comprado o ingresso e descobre que o perdeu dificilmente irá comprá-lo uma segunda vez. Em ambos os casos o custo para ver o filme seria o mesmo: o dobro do normal. O que mudou de um caso para o outro, então?
Dinheiro não tem carimbo. Trata-se de um meio de troca válido para obter qualquer produto demandado. Todavia, no momento em que "carimbamos" aquele dinheiro, comprando algum ativo específico, realizamos uma espécie de "contabilidade mental", registrando a operação em um balancete no cérebro.
É justamente isso que ocorre quando o ingresso do cinema já foi comprado. Ao verificar que ele foi perdido, comprar um novo ingresso significaria registrar mentalmente o dobro do preço normal para aquele bem. O filme parece caro de repente.
Por outro lado, tendo perdido o dinheiro ainda não carimbado, a pessoa não associa que a compra do ingresso custa o dobro. Para ela, o dinheiro perdido servia para inúmeras coisas, e não necessariamente era o dinheiro do ingresso. Não havia ainda um registro contábil na mente.
Essa percepção foi chamada de "mental accounting" pelo economista de Chicago Richard Thaler, na tentativa de descrever o processo de categorizar e agrupar resultados econômicos em diferentes contas na mente.
A aplicação desse conceito pode ser útil no campo dos investimentos também. Muita gente compra ações e carimba aquele dinheiro, gravando na memória o preço pago pelo ativo. Com as oscilações de preço, o investidor então começa a analisar seu desempenho e tomar medidas sempre com base naquele preço antigo pago no momento da compra.
Essa postura pode ser bastante perigosa, principalmente em mercados com tendência de baixa. Quando o preço da ação começa a cair em queda livre, o investidor fica paralisado, e evita vender porque espera recuperar o prejuízo.
Ele está decidindo o que fazer com base na memória do preço de entrada, e não se concentrando no que deve ocorrer com o ativo em si. Entretanto, os mercados não ligam para o seu preço de compra. O racional não é fazer contas de quanto falta para recuperar as perdas passadas, e sim refletir sobre qual deve ser a tendência do ativo agora, independente dos seus registros contábeis.
O que importa não é o passado, mas o que está por vir. Saber reconhecer erros e realizar prejuízos é fundamental para a sobrevivência nos mercados. Tomar decisões emocionais, se negando a vender apenas porque isso significaria assumir um erro, pode ser o caminho mais rápido para a bancarrota. O ego não deve ficar acima da razão.
O preço pago pela ação é totalmente irrelevante para a decisão de quando vendê-la. Tal medida deve levar em conta apenas as expectativas em relação ao futuro da ação. Afinal, o dinheiro da compra das ações pode ter sido "carimbado" na memória, mas deve-se lembrar sempre que os ativos podem ser transformados novamente em dinheiro "sem carimbo" a qualquer momento, principalmente em se tratando de ativos com alta liquidez.
O apego emocional ao preço de entrada na ação deve ser evitado a todo custo. O preço de entrada é sempre o atual. E o relevante é para onde deve ir esse preço de agora em diante.
Para concluir, acrescento outro exemplo de "mental accounting" para reforçar a mensagem. Um jogador que ganha R$ 500 na roleta de um cassino tende a continuar jogando e colocando o dinheiro todo no risco, mesmo que antes ele não estivesse disposto a arriscar a mesma quantia do próprio bolso.
Isso ocorre porque ele não considera esse dinheiro como sendo seu ainda. Não houve um registro mental, pois ele está usando apenas seu lucro em fichas. Acontece que o lucro não realizado poderia ser transformado a qualquer momento em dinheiro.
Na prática, o resultado objetivo é exatamente o mesmo, ainda que o jogador possa se sentir diferente. O mesmo ocorre com todos os investidores que não sentem estar perdendo dinheiro na baixa apenas porque estão entregando lucros "não realizados". Um mecanismo razoável de proteção contra este auto-engano pode ser uma constante marcação a mercado dos ativos. Nunca é demais repetir: não importa o preço de antes; apenas o esperado para o futuro. O que passou, passou!
quarta-feira, abril 14, 2010
As Barreiras do Sindicalismo
Rodrigo Constantino, O GLOBO
“O poder sindical é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar.” (Hayek)
A economia de mercado pode ser descrita também como a democracia dos consumidores. Os empresários não determinam o que deve ser produzido independente da demanda; eles estão sujeitos à soberania dos clientes. São esses que, em última instância, decidem quais produtos serão os vencedores.
A suposta frieza da busca pelo lucro no livre mercado costuma incomodar muitas pessoas. Mas o que se ignora é que justamente isso garante a supremacia dos consumidores. Os empresários são forçados a oferecer os melhores produtos pelos menores preços. Por isso eles são levados a pagar o salário de mercado, ou seja, aquele sujeito às leis da oferta e procura. Se uma empresa é forçada a reduzir a jornada de trabalho sem reduzir os salários, com uma produtividade constante, ela perderá competitividade e poderá ir à falência.
Os consumidores não estão dispostos a pagar mais pelo mesmo produto, só porque alguns sindicalistas desejam mais tempo livre. Os próprios sindicalistas nunca aceitariam o mesmo argumento na compra dos produtos que consomem. O sindicalista enquanto consumidor não questiona se o item demandado foi produzido por empregados que trabalham 40 ou 45 horas semanais. Ele quer o melhor produto pelo menor preço. E, quando ele exerce essa escolha, ele está definindo como o empregador deve agir, sempre mantendo o menor custo possível.
Uma característica comum à mentalidade sindicalista é o foco no curto prazo: há um lucro que poderia ser dividido de forma mais igualitária. A função do empresário é vista como sem valor, uma exploração. O sindicalista ignora completamente o fato de que as condições de mercado estão sempre mudando, e que decisões fundamentais, que podem selar o destino da empresa, precisam ser tomadas diariamente. Trata-se de uma visão estacionária: ignora os problemas essenciais do empreendedorismo sob um processo dinâmico que é o mercado.
A essência das políticas sindicais é sempre garantir privilégios para um grupo minoritário à custa da maioria. O resultado acaba sendo a redução do bem-estar geral. Os sindicatos tentam criar barreiras contra a competição entre trabalhadores, garantindo vantagens para aqueles já empregados e filiados aos poderosos sindicatos. Quando obstáculos são erguidos, como o salário mínimo ou as restrições de horas trabalhadas, o que os sindicatos fazem é dificultar a entrada de novos trabalhadores no mercado. O resultado prático é mais desemprego e informalidade, assim como preços maiores para os consumidores.
A melhor garantia que os trabalhadores têm para mudar de vida está no livre mercado. Com o foco nos consumidores, os empresários terão que investir em tecnologias que aumentam a produtividade do trabalho, permitindo maiores salários. Por isso os trabalhadores de países mais livres, com maior flexibilidade trabalhista e menores encargos, desfrutam de condições bem melhores que aquelas encontradas em países mais intervencionistas. Basta comparar Austrália, Estados Unidos e Dinamarca com o próprio Brasil, ou então a Inglaterra antes e depois de Thatcher que, corajosamente, enfrentou a máfia sindical.
Não adianta achar que imposições legais vão melhorar a vida dos trabalhadores. A solução não está no decreto estatal ou na pressão sindical, mas sim no próprio progresso capitalista. Foi ele que permitiu o acesso dos trabalhadores a maiores salários e diversos produtos que aumentaram o conforto de maneira impensável no passado.
“O poder sindical é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar.” (Hayek)
A economia de mercado pode ser descrita também como a democracia dos consumidores. Os empresários não determinam o que deve ser produzido independente da demanda; eles estão sujeitos à soberania dos clientes. São esses que, em última instância, decidem quais produtos serão os vencedores.
A suposta frieza da busca pelo lucro no livre mercado costuma incomodar muitas pessoas. Mas o que se ignora é que justamente isso garante a supremacia dos consumidores. Os empresários são forçados a oferecer os melhores produtos pelos menores preços. Por isso eles são levados a pagar o salário de mercado, ou seja, aquele sujeito às leis da oferta e procura. Se uma empresa é forçada a reduzir a jornada de trabalho sem reduzir os salários, com uma produtividade constante, ela perderá competitividade e poderá ir à falência.
Os consumidores não estão dispostos a pagar mais pelo mesmo produto, só porque alguns sindicalistas desejam mais tempo livre. Os próprios sindicalistas nunca aceitariam o mesmo argumento na compra dos produtos que consomem. O sindicalista enquanto consumidor não questiona se o item demandado foi produzido por empregados que trabalham 40 ou 45 horas semanais. Ele quer o melhor produto pelo menor preço. E, quando ele exerce essa escolha, ele está definindo como o empregador deve agir, sempre mantendo o menor custo possível.
Uma característica comum à mentalidade sindicalista é o foco no curto prazo: há um lucro que poderia ser dividido de forma mais igualitária. A função do empresário é vista como sem valor, uma exploração. O sindicalista ignora completamente o fato de que as condições de mercado estão sempre mudando, e que decisões fundamentais, que podem selar o destino da empresa, precisam ser tomadas diariamente. Trata-se de uma visão estacionária: ignora os problemas essenciais do empreendedorismo sob um processo dinâmico que é o mercado.
A essência das políticas sindicais é sempre garantir privilégios para um grupo minoritário à custa da maioria. O resultado acaba sendo a redução do bem-estar geral. Os sindicatos tentam criar barreiras contra a competição entre trabalhadores, garantindo vantagens para aqueles já empregados e filiados aos poderosos sindicatos. Quando obstáculos são erguidos, como o salário mínimo ou as restrições de horas trabalhadas, o que os sindicatos fazem é dificultar a entrada de novos trabalhadores no mercado. O resultado prático é mais desemprego e informalidade, assim como preços maiores para os consumidores.
A melhor garantia que os trabalhadores têm para mudar de vida está no livre mercado. Com o foco nos consumidores, os empresários terão que investir em tecnologias que aumentam a produtividade do trabalho, permitindo maiores salários. Por isso os trabalhadores de países mais livres, com maior flexibilidade trabalhista e menores encargos, desfrutam de condições bem melhores que aquelas encontradas em países mais intervencionistas. Basta comparar Austrália, Estados Unidos e Dinamarca com o próprio Brasil, ou então a Inglaterra antes e depois de Thatcher que, corajosamente, enfrentou a máfia sindical.
Não adianta achar que imposições legais vão melhorar a vida dos trabalhadores. A solução não está no decreto estatal ou na pressão sindical, mas sim no próprio progresso capitalista. Foi ele que permitiu o acesso dos trabalhadores a maiores salários e diversos produtos que aumentaram o conforto de maneira impensável no passado.
XXIII Fórum da Liberdade

O XXIII Fórum da Liberdade foi um verdadeiro sucesso do ponto de vista dos liberais. Depois comento com mais calma, e assim que eu tiver os vídeos em mãos, publico no YouTube. Participei do programa Conversas Cruzadas novamente, na TVcom, e tão logo consiga os vídeos, eles também vão para o YouTube. À medida que achar matérias sobre minha participação no evento, colocarei no blog também. Seguem algumas delas: no Terra, no Jornal do Commercio, Correio do Povo, Zero Hora. De fato, digamos que foi um verdadeiro massacre liberal, deixando o "colega socialista" sem rumo.
sexta-feira, abril 09, 2010
Civilização e Barbárie

Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal
Nos dias 12 e 13 de abril se realizará em Caracas a reunião da Quinta Internacional Socialista, proposta pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. A iniciativa tem como objetivo reagrupar forças da esquerda do mundo todo, na esperança de que o socialismo é possível. A Venezuela representa o novo ícone do “socialismo do século 21”, que nada mais é do que o velho socialismo requentado. As receitas continuam as mesmas – concentração de poder no Estado – e os resultados também: muita miséria e escravidão.
Concomitantemente, nos mesmos dias ocorrerá em Porto Alegre o XXIII Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais. Trata-se de um evento com excelentes debates e palestras, além de pluralidade de idéias, já que esquerdistas também são convidados para expor seus pontos de vista. A pluralidade tão propagada pela esquerda e tão pouco respeitada de fato por ela é um importante pilar liberal, justamente porque os liberais acreditam no diálogo e no poder de seus argumentos, dispensando a tática da violência.
De um lado, as FARC terroristas, que seqüestram e fazem tráfico de drogas em nome da causa; do outro, intelectuais defendendo o direito de propriedade privada. De um lado, os bandoleiros do MST, que depositam na invasão e depredação suas armas de “persuasão”; do outro, empresários demonstrando como geram riqueza e empregos com suas iniciativas ousadas. De um lado, governantes autoritários que lutam para calar a imprensa a cada dia; do outro, jornalistas que colocam a liberdade de expressão como um princípio inegociável. De um lado, o mercantilismo da ALBA; do outro, a defesa do livre comércio. De um lado, parasitas do esforço alheio; do outro, produtores do progresso capitalista, que vem retirando milhões de seres humanos da miséria.
Em suma, de um lado temos a barbárie representada pelos socialistas, que mudaram um pouco a roupa, mas mantiveram a essência; do outro, a civilização, representada pelos liberais defensores de uma economia de mercado e um Estado de direito, com igualdade de todos perante as mesmas leis.
quinta-feira, abril 08, 2010
Dilma e Garotinho: só love
Lula "solidário" com Cuba
No seu programa "Café com Presidente", o presidente Lula explica que pretende ser "solidário" com o regime cubano. Não obstante o absurdo de ajudar uma cruel e assassina ditadura, resta perguntar: solidariedade não é algo voluntário, feito com nosso próprio sacrifício? O presidente Lula acredita em solidariedade com o sacrifício alheio; pensa que pode usar os NOSSOS recursos, obtidos pelos impostos, para os SEUS fins nefastos. O presidente Lula acredita ser o DONO do Estado...
terça-feira, abril 06, 2010
Plano Nacional de Doutrinação

Rodrigo Constantino
“Eu nunca deixei a escola interferir na minha educação.” (Mark Twain)
Cerca de três mil pessoas reunidas na I Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, aprovaram proposta defendendo que “o Estado deve normatizar, controlar e fiscalizar todas as instituições de ensino sob os mesmos parâmetros e exigências aplicados no setor público”. A reivindicação deve ser incluída no Plano Nacional de Educação (PNE), documento com as principais políticas públicas educacionais dos próximos dez anos.
A idéia dos sindicalistas, professores e representantes de organizações “sociais” é interpretar legalmente a educação como um bem público, cuja oferta pela iniciativa privada deve se dar por meio de concessão. Na prática, trata-se de um controle ainda maior do Estado sobre a vida privada, ferindo inclusive a Constituição, que prevê a livre iniciativa no setor. Os empresários do setor seriam reféns do governo. Os sindicalistas acreditam que o foco na lucratividade afeta a qualidade do ensino. Talvez por isso o ensino público tenha qualidade tão excelente!
Quando a educação é uma concessão pública, surge um evidente problema: qual será a educação oficial do governo? Parece óbvio que este modelo irá incentivar todo tipo de disputa e briga entre grupos de interesse, cada um tentando vencer o “jogo democrático” para impor a sua visão de mundo. Deve a educação pública ter inclinação tradicional ou construtivista? Deve ela ter cunho religioso ou secular? Deve ela adotar a ideologia socialista ou liberal? Quais matérias merecem maior destaque na grade curricular? A uniformização do ensino público irá limitar as alternativas através do domínio de certas características. O burocrata não conta com os incentivos adequados para satisfazer os consumidores, e toda burocracia acaba optando por regras uniformes para evitar transtornos.
Ao contrário disso, o livre mercado é notório por atender todo tipo de demanda. Quanto mais pública for a educação escolar, mais uniforme ela tende a ser, ofuscando as necessidades e desejos das minorias. Basta lembrar que jornais e revistas são um importante aspecto da educação, e existem todos os tipos de linha editorial nesse setor (não por acaso, essas mesmas pessoas que defendem maior controle estatal na educação querem o tal “controle social” da imprensa, censurando a liberdade de expressão). Abolindo a escola pública, o mesmo aconteceria na área de ensino escolar, com um mercado livre fornecendo enorme variedade para os clientes. Caveat Emptor!
A educação, como os demais bens, deve ser ofertada num ambiente de livre concorrência. Quanto menos intervenção estatal, melhor. Cabe aos consumidores decidir o que presta ou não, separar o joio do trigo. A mentalidade arrogante dos burocratas e sindicalistas é a verdadeira inimiga do progresso educacional. Imbuídos da crença de que somente eles sabem qual a melhor forma de educar o povo, eles desejam controlar nos mínimos detalhes a “qualidade” do ensino. Na prática, tudo aquilo que for contra a visão uniforme e medíocre dessa gente “politicamente correta” será visto como inadequado, ainda que exista demanda por parte dos pais. Quem sabe como educar melhor seus filhos: os próprios pais, ou os sindicalistas, políticos e membros de “movimentos sociais”?
Aceitar estas mudanças propostas no Conae significa aproximar o modelo educacional brasileiro do modelo cubano. Na ilha-presídio, feudo particular dos irmãos Castro, a “educação” é vista como bem público, e o Estado manda e desmanda no setor. Os inocentes úteis comemoram: acham que a educação cubana é excelente. Na verdade, existe apenas doutrinação ideológica, e as vítimas do comunismo precisam repetir como o regime é maravilhoso, ainda que os olhos mostrem uma realidade totalmente oposta. Os cubanos aprendem a ler, mas não são livres para escolher sua leitura. E, como disse Mário Quintana, o verdadeiro analfabeto é aquele que aprende a ler, mas não lê.
O ideal de um típico sindicalista é que todos sejam como ele, “educados” para repetir como o governo é fantástico e o livre mercado é um demônio. O maior risco, caso essa mentalidade autoritária e arrogante predomine, é seu filho ser “educado” para se tornar um desses sindicalistas, eleitor do PT. Já pensou numa coisa dessas?!
quinta-feira, abril 01, 2010
1º de Abril: Dilma's Day
No famoso "dia da mentira", a homenageada do blog não poderia ser outra: Dilma "Stalin" Rousseff. Quando se trata da arte de mentir, Dilma é praticamente imbatível. Também, ela teve aula com ninguém menos que "o cara", o mestre da mentira, o melhor ator do país, quiçá do mundo, nosso presidente Lulla. Feliz Dia da Dilma a todos os leitores!
"Sou doutora pela Unicamp"
"Não era um dossiê. Era um banco de dados sobre o governo anterior"
"Encontrei com a secretária da Receita várias vezes e com outras pessoas junto em grandes reuniões. Essa reunião privada a que ela se refere eu não tive”
"Não haverá apagão"
A lista é longa...
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