quarta-feira, março 10, 2010

Frases do dia

Se Lula se diz um democrata, não pode aceitar a ditadura cubana. Se aceita, não é democrata." (Merval Pereira, O Globo)


Silenciar diante da entrevista de Lula é ser conivente com os fanáticos homicidas do regime cubano e com a violência como princípio aceitável da política." (Reinaldo Azevedo)

terça-feira, março 09, 2010

Retaliando o Inimigo



Rodrigo Constantino

O governo brasileiro divulgou uma lista com mais de cem produtos importados dos Estados Unidos cujas tarifas de importação poderão subir até 100%, como retaliação aos subsídios americanos ao algodão. A lógica da reciprocidade funciona assim: se o governo de lá prejudica o próprio povo, então nosso governo deve prejudicar o povo brasileiro também, como resposta ao abuso americano. Na guerra entre governos e lobistas de cada país, sob um modelo mercantilista, quem sai perdendo são os consumidores em ambos os países.

Muitos alegam que o livre comércio tem que ser recíproco para ser benéfico. Bastiat afirma que pessoas com tal mentalidade são protecionistas em princípio, mesmo que não reconheçam, e são apenas mais inconsistentes que os protecionistas puros, que são por sua vez mais inconsistentes que os defensores da abolição completa de produtos estrangeiros. Para provar seu argumento, ele utiliza uma fábula de duas cidades, Stulta e Puera, que construíram uma grande estrada as conectando. Após o término da construção, Stulta teria reclamado que os produtos de Puera estavam inundando o seu mercado, e criou o cargo assalariado de encarregados pela obstrução do tráfego dos importados. Logo em seguida, Puera fez o mesmo, e o resultado era mutuamente perverso.

Até que um homem velho de Puera, suspeito até de receber pagamento secreto de Stulta, disse que os obstáculos criados por Stulta eram maléficos a Puera, o que era uma pena. E que os obstáculos criados pela própria Puera também eram maléficos, novamente uma pena. Completou que não havia nada que pudessem fazer quanto ao primeiro problema, mas que poderiam solucionar a outra parte, criada por eles mesmos. Houve forte reação, e o acusaram de sonhador, utópico e até “entreguista”. Alegaram que seria mais difícil ir que vir pela estrada, ou seja, exportar que importar. Isso colocaria Puera em desvantagem em relação à Stulta, como as cidades na beira dos rios estão em desvantagem frente às montanhosas, já que é mais complicado subir que descer.

Só que uma voz disse que as cidades na beira dos rios prosperaram mais que as montanhosas, causando alvoroço. No entanto, era um fato histórico! Infelizmente, para o povo de Puera, decidiram que tais cidades tinham prosperado contra as regras, e optaram pela manutenção dos obstáculos, em nome da “independência nacional” e da proteção da indústria doméstica contra a competição “selvagem”. E os consumidores continuaram sendo sacrificados para o benefício de alguns produtores privilegiados, como sempre ocorre nas medidas protecionistas.

Eis a lógica da batalha comercial entre governo americano e governo brasileiro. O governo americano oferece subsídios ao algodão, prejudicando seus próprios consumidores e os produtores brasileiros. Como resposta, o governo brasileiro resolve tornar inúmeros produtos americanos mais caros aos consumidores brasileiros. Agora temos produtores de algodão e consumidores de diversos produtos importados, ambos perdendo. Na guerra comercial, quem sai perdendo são sempre os consumidores. Afinal, a melhor garantia para estes será sempre o livre comércio, sem as barreiras artificiais criadas pelos governos, de lá e de cá. O governo brasileiro, vítima de ranço mercantilista, pode achar que está retaliando o “inimigo” numa batalha comercial. Mas, na prática, está apenas dando um tiro no pé dos próprios brasileiros.

sexta-feira, março 05, 2010

Moderação nos comentários

Prezados leitores do blog, o petralha venceu a batalha (mas não a guerra). Um tal de Everardo, que ou tem claros problemas mentais, ou recebe mesada do PT para poluir meu blog e prejudicar nossos debates, conseguiu o que queria: vou ter que colocar moderação nos comentários, como faz Reinaldo Azevedo (provavelmente pelo mesmo motivo). O caso é sintomático sobre a falta de educação e respeito de alguns esquerdistas. Essa gente nem sequer consegue compreender que blog é uma propriedade privada, ou seja, segue as regras do seu dono! Eles confundem autoritarismo com direito de propriedade, e acham que têm o direito de usar o seu veículo para espalhar ideologias autoritárias e repetir chavões idiotas.

Vamos ter que dar uma aula prática a eles, ainda que isso possa prejudicar o dinamismo dos nossos debates. A partir de hoje, volto a adotar o filtro nos comentários. O pobre coitado do Everardo conseguiu seu momento de "glória": um tópico inteiro em sua homenagem, ainda que para mostrar como o cara é chato e sem um pingo de educação e respeito (um típico petralha).

Prometo tentar aprovar os comentários o mais rápido possível. O critério será sempre o mesmo: foco nos argumentos. Alguns critérios subjetivos serão usados, naturalmente. Não quero que meu blog vire espaço para debater coisas tão estúpidas quando o comunismo. Nazistas e comunistas não são bem-vindos! Acho que perder tempo com essa gente apenas desvaloriza o bom debate.

Obrigado a todos.

Rodrigo Constantino

Amigos do Rei



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, a maior rede varejista do país, defendeu com fervor a candidata petista Dilma, além de se declarar um profundo admirador do presidente Lula. Para Diniz, Dilma tem todas as condições de levar adiante o “legado” de Lula, que seria o legado do crescimento, da geração de emprego e da distribuição de renda (para seus aliados?).

Abílio deveria saber melhor. Ele foi vítima de um seqüestro em 1989, orquestrado por membros da esquerda latino-americana. A polícia encontrou nomes de petistas em agendas dos criminosos. Desde 1990, o PT é parceiro destes grupos de esquerda no Foro de São Paulo, que julgam que seus fins justificam quaisquer meios. Será que Abílio sofreu a Síndrome de Estocolmo? Será que ele agora admira profundamente os aliados destes terroristas ideológicos?

Há outra opção: Abílio, como um grande empresário, gosta da idéia de manter estreita amizade com o “rei”, já que este concentra poder demais no Brasil. Em uma canetada, o governo brasileiro pode decidir o futuro de todo um setor. Ter bom relacionamento com governantes num país assim pode valer muito mais do que ser competitivo ao atender as demandas dos consumidores. O fascismo leva ao mesmo resultado: uma grande simbiose entre grandes empresários e políticos poderosos. Quem foi que disse que grandes empresários são liberais? Ao contrário, isso costuma ser mais raro do que convite para enterro de anão.

Mesmo com esta explicação mais lógica, a declaração de Abílio é lamentável. Para todos aqueles que julgam que o legado de Lula foi o aumento da corrupção, a expansão do aparelhamento estatal por sindicalistas, o avanço da ideologia retrógrada na política externa e um ranço autoritário assustador, resta apenas uma reação: boicote. Não sei quanto ao prezado leitor, mas a partir de hoje só compro na Wal-Mart...

quinta-feira, março 04, 2010

A Praga dos Cupins



Os cupins são uma praga e podem fazer estragos dentro de casa. Estes bichinhos infestam casinhas de madeira do Paraná e até as árvores das ruas. Um especialista alerta: soluções caseiras não adiantam.

Esta praga está tomando conta do país! Cupins são insetos gregários, que vivem numa colônia coletivista, tal como abelhas, formigas e comunistas. Há sempre um líder que domina as massas. Suas maiores vítimas são sempre os mais pobres! A solução: eliminar a rainha. A oportunidade está logo ali, nas eleições que se aproximam...

Veja o vídeo do Bom Dia Brasil!

quarta-feira, março 03, 2010

Mitomania Compulsiva



Depois que o ditador cubano disse que nunca houve tortura ou assassinato político em Cuba, tampouco mentiras criadas para enganar o povo, foi a vez de Zé Dirceu explicar que ganhou R$ 20 mil mensais, durante 31 meses, pelo seu trabalho de consultoria, não por abrir as portas do governo para seu cliente. Daniel, digo, Dirceu afirmou: "Não sou lobista, nunca fiz lobby". Deve ter tido aulas de honestidade enquanto viveu em Cuba, sendo treinado pela ditadura comunista. Agora, só resta mesmo o presidente Lula vir a público afirmar que jamais gostou de beber!

terça-feira, março 02, 2010

A "cara"



O presidente Lula disse que o governo de Dilma terá a cara dela. É ou não uma idéia assustadora, em todos os sentidos?

Frase do dia



"Lula sabe que em nosso país nunca se torturou ninguém, nunca se mandou matar um adversário e nunca se mentiu ao povo". (Ditador cubano Fidel Castro, mais conhecido como El Coma Andante)

E depois ainda reclamam da turma do Pânico na TV por "humor negro"...

O Caminho da Servidão

Rodrigo Constantino, O Globo

“Raramente se perde qualquer tipo de liberdade de uma só vez.” (David Hume)

Com o avanço do governo Obama sobre as liberdades dos americanos, a venda do livro “O caminho da servidão”, de Hayek, disparou nos Estados Unidos. Os americanos entendem que a perda da liberdade costuma ser gradual: a água vai esquentando e o sapo acaba escaldado sem notar. É justamente disto que Hayek fala no livro. Nós, brasileiros, temos muito a lucrar com este alerta. Principalmente agora, que a candidata do governo tem defendido abertamente um Estado mais interventor ainda.

Para Hayek, não é possível existir liberdade pessoal e política quando a liberdade econômica é progressivamente abandonada. A transição do feudalismo, com sua rígida hierarquia, para o modelo com mais liberdade individual do Ocidente está bastante associada ao crescimento do livre mercado. Os trabalhadores dos países capitalistas passaram a desfrutar de uma liberdade de escolha que poucos séculos antes seria impensável, mesmo para nobres.

Sem a liberdade econômica, as demais liberdades também acabam. Quanto mais o governo planeja a economia, menos liberdade sobra para os planos dos indivíduos. Os defensores do planejamento central demandam o controle de toda a atividade econômica de acordo com um único plano, considerando que os recursos da sociedade devem ser direcionados para o serviço de determinados fins, por eles traçados. Isto vai contra o argumento liberal em favor do melhor uso possível das forças de competição como meio de coordenação dos esforços humanos.

O único meio possível para praticar este planejamento central é através de um governo autoritário. A vontade arbitrária dos governantes não irá respeitar as diferentes preferências individuais. As minorias dissidentes serão forçadas a seguir o ideal coletivista. Acaba-se sob uma tirania da “maioria” que, na prática, representa a ditadura dos governantes que falam em nome do povo, mas agem para seus próprios benefícios. Um “socialismo democrático” não passa de uma ilusão. A Venezuela é mais um triste exemplo disto.

Quando o governo tem poder para decidir sobre tudo na economia, o império da lei é substituído pelo poder discricionário do governante. Todos acabam reféns do governo. Controlando o crédito, por exemplo, o governo controla indiretamente as empresas. Não foi por acaso que Marx colocou entre as metas do seu “Manifesto Comunista” a “centralização do crédito nas mãos do Estado”. Vale lembrar que sob o governo Lula, o crédito público aumentou assustadoramente, por meio dos bancos estatais. O governo brasileiro já controla quase a metade de todo o crédito no país.

Mas o PT acha pouco. Em seu programa de governo para os próximos anos, o partido defende o fortalecimento do Estado, que no Brasil já é um monstrengo obeso e ineficiente. Quase a metade de tudo que é produzido pela iniciativa privada vai parar nos cofres públicos como impostos. Em troca, o povo recebe estradas assassinas, hospitais decadentes, ensino de péssima qualidade, elevada criminalidade, além de muita tutela e um espetáculo de corrupção. Será que a solução é aumentar ainda mais o papel do governo? Qual o limite? Venezuela? Cuba?

A “Alcatraz” caribenha, aliás, ilustra o ponto de chegada deste caminho da servidão. Um povo miserável, mantido prisioneiro no próprio país, enquanto o ditador e seus aliados podem usufruir das benesses capitalistas, como carros alemães e uniformes da Nike, ícone do “imperialismo ianque”. É este o modelo que o povo brasileiro deseja?

segunda-feira, março 01, 2010

Passeata contra PNDH-3 na Rede Globo

Manifestantes protestam contra programa de direitos humanos

Um grupo de manifestantes fez um protesto, na orla, neste domingo (28), contra o Programa de Direitos Humanos do governo federal. No mês passado, Lula prometeu fazer alterações no projeto.

Dezenas de pessoas saíram em passeata pela praia do Leblon. O grupo é contra o Plano Nacional de Direitos Humanos que prevê, entre vários temas, a revisão da Lei de Anistia, o avanço da reforma agrária e um acompanhamento governamental da linha editorial dos órgãos de imprensa.

No mês passado, o presidente Lula prometeu fazer algumas mudanças no decreto para contornar a polêmica sobre o programa.

O Palácio do Planalto informou que não vai se manifestar sobre a passeata.