quarta-feira, março 24, 2010

Prisão política na terra de Chávez



Ex-governador e candidato presidencial é preso na Venezuela acusado de 'conspiração' contra Chávez

Publicada em 23/03/2010 às 11h39m

Reuters

CARACAS - O ex-governador e candidato presidencial Oswaldo Álvarez Paz foi preso na Venezuela depois de ter acusado o presidente Hugo Chávez de ter ligações com grupos subversivos na América Latina, afirmaram nesta terça-feira autoridades judiciais.

Álvarez Paz foi acusado de conspiração, divulgação de informação falsa e incitação ao ódio. O opositor direitista, detido em sua própria casa na noite de segunda-feira, foi governador de Zulia, importante polo de extração de petróleo, nos anos 90. Em 1993, ele concorreu à Presidência pelo partido da oposição COPEI.

Uma investigação federal foi lançada no início deste mês depois que Álvarez Paz acusou, em entrevista ao canal pró-oposição Globovision, Chávez se estar envolvido com organizações ilegais.

"O regime venezuelano tem relações com estruturas que servem ao narcotráfico, como as Farc (grupo rebelde colombiano) e outros que existem no continente e no mundo", afirmou à época.

As acusações podem levar o político a cumprir pena de dois a 16 anos de prisão. Omar Estancio, advogado de Álvarez Paz, declarou que a detenção do ex-governador é "desproporcional e politizada".

A prisão de Álvarez Paz dará mais combustível à oposição, que acusa Chávez de conduzir a Venezuela de modo ditatorial. Vários oponentes do presidente estão presos, vivendo no exílio ou enfrentando processos. Chávez afirma que os seus opositores estão ferindo as leis na tentativa de tirá-lo do poder.

Comentário: Como acontece em todo regime autoritário, calar os opositores é uma prioridade no governo Chávez. Existem vários métodos disponíveis para isso, e Chávez usa e abusa de todos eles. No Brasil, o PT demonstra carregar este DNA autoritário, típico de todo partido socialista. O presidente Lula quis expulsar um jornalista estrangeiro apenas porque esse constatou um fato: a queda do presidente pela cachaça. Essa gente é assim mesmo: odeia crítica, e pretende calar o mensageiro que traz a notícia ruim, que mostra os fatos incômodos. A imprensa deve ser censurada, submetida ao "controle social", para que esses ditadores em potencial possam reinar absolutos. Chávez já tem uma escolha nas eleições brasileiras deste ano: Dilma, o "poste" do presidente Lula. Os semelhantes regozijam-se entre si. O PT representa o projeto "bolivariano" no Brasil. A todos aqueles que prezam a liberdade, cabe barrar esta corja nas urnas!

terça-feira, março 23, 2010

Frase do dia

If you think health care is expensive now, wait until you see what it costs when it's free."
(P.J. O´Rourke)

sábado, março 20, 2010

Voto nulo, ou política do avestruz

Vídeo onde critico a postura de "avestruz" de quem escolhe anular o voto, ignorando que o momento histórico pede uma ação contra a continuidade do projeto bolivariano dos petistas.

sexta-feira, março 19, 2010

Chega de exploração!



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O governador Sérgio Cabral é todo chamego com o presidente Lula e seu “poste”, a candidata Dilma. Deu no que deu: traição à vista. O presidente já tira seu corpo fora, alegando que a bola está com o Congresso, e não confirma a promessa de vetar a emenda Ibsen, que prejudica muito o estado do Rio. Alguém ainda consegue acreditar na palavra do presidente Lula? Alguém ainda acredita em duendes?

O discurso de que ele, Lula, não entende a pressa sobre o assunto dos royalties, se mostra totalmente mascarado, como lembra Miriam Leitão em sua coluna hoje. Foi o próprio governo Lula que pediu urgência e apresentou proposta para mexer no modelo de royalties em pleno ano eleitoral. O presidente estimulou a criação deste grande balcão de tetas. Agora ele se faz de bobo e diz que todos tentam fazer “gracinhas” em ano de eleição. De fato, lembrando apenas quem é o maior palhaço de todos.

O olho grande dos parasitas está colocando em risco o modelo federalista, que já vinha sendo destruído no país faz tempo, com a concentração cada vez maior de poder e recursos em Brasília. O princípio de subsidiariedade diz que o poder deve ser descentralizado e ficar o mais perto possível do indivíduo. Isso é o oposto do modelo nacional, que apenas trocou Portugal por Brasília, mas manteve o povo como súdito do governo central.

Tiradentes se rebelou contra esta exploração da Coroa. Até quando os cariocas aceitarão a exploração de Brasília? Com esta postura, que prega a escancarada pilhagem dos recursos do estado, até mesmo a secessão não fica parecendo uma idéia absurda...

PS: Meus amigos liberais gaúchos que me perdoem, mas quando o Rio Grande do Sul vai parar de ferrar o Rio? Depois de Brizola, eu pensei que nada pior fosse possível.

quinta-feira, março 18, 2010

Filhos do Estado

Rodrigo Constantino

O coletivismo reinante no país tem feito com que até os filhos sejam cada vez mais “propriedade” do Estado. Os “engenheiros sociais” se arrogam a sabedoria de qual a forma “correta” para educar os filhos, e tentam impor isto por meio do governo. São filhotes de Rousseau, que “ensinou” ao mundo como as crianças deveriam ser cuidadas pelo Estado, após ter abandonado todos os seus filhos. Algumas pessoas parecem projetar no Estado o pai “perfeito” que não tiveram, pois não existe. O Estado é o deus laico da modernidade.

Dois casos recentes despertam preocupação quanto aos rumos deste coletivismo autoritário. No primeiro deles, A Justiça de Timóteo, em Minas Gerais, condenou em primeira instância o casal Cleber e Bernadeth Nunes por “abandono intelectual” dos dois filhos. O terrível “crime” do casal foi ter educado seus filhos em casa, após terem retirado os adolescentes da escola. O “homeschooling”, ou ensino domiciliar, conta com mais de um milhão de adeptos nos Estados Unidos. Não é para menos: a péssima qualidade das escolas, principalmente as públicas, assusta qualquer um mesmo. Entre a doutrinação ideológica das escolas públicas, e o ensino caseiro, a escolha da segunda alternativa tende a aumentar a cada ano.

No segundo caso, um juiz de Jundiaí, após receber uma denúncia, simplesmente ordenou que uma criança de um ano fosse retirada de sua mãe à força, pois ela estaria usando a filha para pedir esmolas. A mãe, uma cigana, alega que ganha a vida “lendo mãos”. Não vem ao caso julgar aqui o estilo de vida dos ciganos. Cada um com suas crenças. Mas quem deu o direito de o governo, sem mais nem menos, tomar um filho de uma mãe desta forma? As imagens são chocantes, por sua truculência e pelo desespero de mãe e filha.

A guarda que arrancou a criança, uma avó de três netos, afirmou que estava apenas cumprindo uma ordem judicial. De fato. Mas eis talvez o que Hannah Arendt quisesse dizer com o termo “banalidade do mal”, ao constatar que um burocrata nazista pensava estar somente cumprindo ordens. Será que perdemos a capacidade de questionar as ordens e as leis? Será que somos seres autômatos, fugindo da responsabilidade de julgamento pessoal?

Thomas Jefferson disse que, quando uma lei é injusta, temos o dever de descumpri-la. Sem dúvida isso abre uma complexa questão: como saber? Se cada um começar a julgar por conta própria qualquer lei, o Estado de Direito, fundamental para se preservar a liberdade, estará condenado. Mas o alerta é válido para mostrar o outro lado: seguir cegamente qualquer ordem apenas porque veio de um juiz pode ser a cumplicidade, ainda que por passividade, num ato cruel. E onde fica a consciência da pessoa que retira na marra um filho de sua mãe, porque estava “apenas seguindo ordens”?

Por fim, outra coisa que choca nisso tudo é a hipocrisia dos “filhotes de Rousseau”. Ora, se há somente uma forma “correta” de educar os filhos, e nós estamos sujeitos ao critério estipulado pelo governo, por que isso não é válido para todos? Afinal, os índios são ainda brasileiros, até onde sei. Mas em algumas comunidades indígenas, até mesmo a nefasta prática de infanticídio – isto sim, um crime perverso – ainda ocorre. Só que os “bons selvagens” são inimputáveis segundo os herdeiros de Rousseau. Pega mal para a turma que acredita na bondade natural corrompida pela sociedade (capitalista?), enfrentar a realidade indígena como ela é. Por isso os mitos precisam sobreviver aos fatos! E assim o Estado, que vai cuidar dos nossos filhos, não se mete com os filhos dos índios – nem mesmo para impedir o assassinato!

Esparta era uma sociedade coletivista também, militarizada, que tratava as crianças como propriedade do Estado. Mais recentemente, a China de Mao Tse Tung fez experimentos coletivistas com as crianças, seguindo as lições de Skinner sobre como educar as crianças, sem os “vícios” familiares. Nem preciso dizer quais foram os resultados destas experiências. Com todos os seus defeitos, e sendo obrigado a tolerar métodos altamente questionáveis, ainda penso que cada família deve ter o máximo de liberdade possível para educar seus filhos. Os verdadeiros excessos, como a violência, ou o total descaso, podem ser combatidos pela sociedade. Mas há um grande abismo entre isso e a crença de que cada etapa da educação dos filhos deve ser monitorada e controlada pelo governo. Afinal de contas, os filhos são de quem: dos seus pais ou do Estado?

O relógio de Chávez



Deu no Valor Econômico, em matéria sobre relógios suíços:

"A estratégia do preço em baixa parece dominar todos os produtores suíços. Relógio na faixa de US$ 300 mil, como o Celsius, precisa realmente ter movimento mecânico extraordinário e um design bem apurado. Em todo caso, há clientes para relógios caros.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, usa um relógio da marca Franck Muller, de Genebra, que custa US$ 165 mil, segundo um jornal de Zurique. Bem barato, comparado a outro modelo da mesma marca, que custa US$ 2,7 milhões."

Pois é, minha gente! Não é para quem quer, mas sim para quem pode! O socialista Chávez, com todo aquele discurso "igualitário", de "justiça social", contra os ricos, carrega um apartamento no pulso, enquanto o povo morre de fome! Eu, que abomino o socialismo, a "idealização da inveja", acho que qualquer um tem direito de comprar o relógio que desejar, pelo preço que for, SE seu dinheiro tem origem legítima, ou seja, na iniciativa privada, atendendo a demanda dos consumidores no livre mercado. Agora, um militar, que virou político, que deu um golpe, que assumiu o poder, e que discursa em prol do socialismo, usando um relógio de quase R$ 300 mil, isso é mesmo muita hipocrisia! Mas qual a surpresa? Os socialistas estão divididos entre os idiotas úteis e os safados oportunistas. Tem gente que ainda leva a sério o discurso desses socialistas. Isso sim, é um verdadeiro espanto!

quarta-feira, março 17, 2010

Manifesto pela libertação dos presos políticos em Cuba

Pela libertação imediata e sem condições de todos os presos políticos das prisões cubanas; pelo respeito ao exercício, promoção e defesa dos direitos humanos em qualquer parte do mundo; pelo decoro e o valor de Orlando Zapata Tamayo, injustamente preso e brutalmente torturado nas prisões cubanas, morto após greve de fome por denunciar estes crimes e a falta de liberdade e democracia no seu país; pelo respeito à vida dos que correm o risco de morrer como ele para impedir que o governo de Fidel e Raul Castro continue eliminando fisicamente aos seus opositores pacíficos, levando-os a cumprir condenações injustas de até 28 anos por "delitos" de opinião; pelo respeito à integridade física e moral de cada pessoa, assinamos esta carta, e encorajamos a assiná-la também, a todos os que elegeram defender a sua liberdade e a liberdade dos outros.

Assine o manifesto aqui.

terça-feira, março 16, 2010

O Partido do Diabo

Filho de Reinhold Stephanes chama Dirceu de "bandido" e diz que PT é "coisa do diabo"
da Folha Online

Em discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, no último dia 1º, o deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB-PR), filho do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), afirmou que o PT é "coisa do diabo" e chamou o ex-ministro José Dirceu de "bandido".

Ao comentar as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenando o uso da greve de fome por dissidentes do governo de Cuba, Stephanes Júnior disse que o partido é "coisa do diabo e não serve para nada".

Ele também falou sobre os gastos do PT com o congresso do partido. "O PT fez uma festa, um congresso, e gastou R$ 6,5 milhões. Espero que esse dinheiro não tenha vindo do mensalão e de caixa dois, nem dos fornecedores do governo."

O deputado ainda lamentou o fato de Dirceu ter sido escolhido pelo PT para ajudar na campanha da ministra Dilma Rousseff (casa Civil) à Presidência.

"O ex-ministro coordenou um dos maiores esquemas de corrupção no Brasil. É uma vergonha o PT dar espaço para ele. Eles tão loucos para reabilitar o Dirceu, que é um bandido, que faz mal para o país."

Stephanes Júnior ainda questionou a escolha de Dilma como candidata do PT ao Planalto. "Como pode indicar uma pessoa que assaltava bancos, que sequestrava pequeno empresário para pedir resgate para dar dinheiro a guerrilheiro. É isso que ela fazia, a Dilma Rousseff e seu grupo."

A reportagem entrou em contato com o PT para comentar as declarações do deputado e aguarda um retorno.

O Monopólio da Virtude

Rodrigo Constantino, O Globo
(16/03/2010)

Característica bastante comum nos debates, muitos são aqueles que tentam monopolizar a virtude. Trata-se daquilo que Thomas Sowell chamou de “tirania da visão”. A pessoa, imbuída das melhores intenções, acaba rejeitando uma reflexão honesta e imparcial quanto aos melhores meios disponíveis para os fins desejados. Tudo que importa são as finalidades nobres, e qualquer caminho alternativo será tratado com profundo desdém, como se o próprio objetivo do outro fosse pérfido.
O movimento “pacifista” ilustra bem isto. As pessoas que automaticamente confiscam para si o monopólio da luta pela paz, como se o restante fosse adepto da violência, não pretendem nunca debater a fundo os resultados concretos de seus métodos. A estratégia é desqualificar a intenção dos oponentes: são lacaios da indústria bélica ou sedentos por sangue. Não importa mostrar que certos inimigos precisam ser combatidos com firmeza, ou que algumas lutas são necessárias para a própria manutenção da paz. Tampouco adianta mostrar inúmeros casos em que a complacência com o inimigo foi paga com o sangue dos inocentes. Os “pacifistas” já encerraram a questão antes mesmo do debate começar: somente eles querem de verdade a paz.
A questão das cotas raciais desperta o mesmo tipo de cruzada moral. Seus defensores se colocam num patamar mais elevado, como se apenas eles estivessem realmente do lado dos negros. Qualquer um que ouse questionar os efeitos desta medida será acusado de insensível perante o sofrimento das minorias. Não importa tentar argumentar que a segregação de indivíduos com base no critério racial acaba fomentando o racismo que pretende atacar. Tampouco adianta mostrar que velhas injustiças não devem ser combatidas com novas, e que as cotas acabam prejudicando inúmeros inocentes de baixa renda, somente por conta de sua cor de pele mais clara. Argumentar que a população brasileira é formada por mestiços também é inócuo. A própria intenção dos que condenam as cotas é atacada, como se apenas seus defensores estivessem em busca de justiça.
Em economia, há uma clara tendência ao monopólio da virtude também. Os defensores dos pobres são aqueles que defendem o uso do aparato estatal no combate à miséria, sem, entretanto, aprofundar o debate a respeito do melhor método para reduzir a pobreza de fato. Se alguém mostrar que a miséria foi combatida com mais eficácia onde o governo praticou menos intervenção econômica, ele será ignorado na melhor das hipóteses, ou poderá ter suas intenções questionadas: está apenas defendendo seus interesses de “classe”. A repetição de rótulos que objetivam desqualificar a pessoa é indiretamente proporcional à capacidade de argumentação.
Desta forma, o monopólio da “justiça social” acaba com aqueles que defendem, como meio, maior concentração de poder no governo, mesmo que tal caminho leve ao resultado oposto daquele originalmente intencionado. Brasília possui a maior renda per capita do país, e os principais itens produzidos lá são leis esdrúxulas e muita corrupção. Mas se alguém defende mais liberdade econômica, acaba logo rotulado de “darwinista social”, como se fosse um inimigo dos pobres.
Em todos esses casos, o padrão se repete: seres humanos de carne e osso acabam sacrificados no altar da ideologia. O esforço destas pessoas está direcionado à propaganda ideológica, e todos que defendem pontos de vista alternativos acabam demonizados. Quem sai perdendo com tal postura somos todos nós. Afinal, as estradas para o inferno costumam ser pavimentadas com ótimas intenções.

sexta-feira, março 12, 2010

Formigas e Cigarras



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O PIB brasileiro recuou 0,2% em 2009, o pior resultado desde 1992. O investimento caiu quase 10% no ano, enquanto o consumo, tanto das famílias como do governo, puxou o resultado para cima, com aumento de quase 4%. A transferência de recursos do governo e o crédito público fizeram com que a queda na atividade econômica não fosse um tsunami. O problema é que tais estímulos artificiais não são sustentáveis, e a inflação já começa a incomodar, impondo a necessidade de aumento dos juros. Além disso, os gargalos de sempre permanecem, fazendo com que nossa economia experimente apenas vôos de galinha.

Alguns dados assustam: a dívida pública já chega a R$ 1,5 trilhão; o governo apresenta déficit nominal crescente; o crédito público já representa quase a metade do total de crédito no país; o prazo médio do empréstimo para pessoa física cresce sem parar; a alavancagem dos bancos estatais está em patamares preocupantes; os desembolsos do BNDES dispararam, sendo 85% para grandes empresas; a despesa com pessoal da União subiu R$ 25 bilhões em apenas dois anos; o rombo previdenciário parece uma bomba-relógio, apesar de demografia favorável no país; a carga tributária já está em patamares escandinavos, apesar dos serviços “africanos”; a concentração da arrecadação tributária em Brasília aumenta a cada ano, matando o federalismo; e as esmolas estatais crescem a cada ano, sem uma porta de saída visível.

Uma sociedade de cigarras, sem tantas formigas para pagar a conta, acaba sempre se dando mal quando a conta chega. A realidade não pode ser ignorada por muito tempo. Crescer somente com base no crédito estatal e no consumo, sem a contrapartida de mais poupança e investimento, não é um modelo de desenvolvimento sustentável. Sem reformas estruturais, e sem uma drástica redução do governo na economia, o país estará sempre vulnerável aos choques externos. Não podemos nos deixar enganar pela aparente tranqüilidade, achando que a “marolinha” passou. O crescimento atual conta com muitos fatores artificiais e cíclicos, i.e., insustentáveis. Precisamos de mais formigas e menos cigarras.

PS: O presidente Lula, sem uma justificativa razoável, se ausentou na cerimônia em que o novo presidente do Chile assumiu o poder, enviando em seu lugar Marco Aurélio Garcia, aquele que adora o regime cubano. Resta saber se foi medo de terremoto, ou aversão à democracia estável chilena...