quinta-feira, setembro 09, 2010

Chávez destruiu a Venezuela



Deu no Valor: Falta de dólares estrangula empresas na Venezuela

A queda nas exportações de petróleo e os controles de câmbio impostos pelo governo venezuelano desde maio criaram um arrocho tão grande para as empresas do país que elas estão tendo de cortar serviços, adiar importações e suspender produção, por não conseguirem comprar insumos. Analistas dizem que essa situação deve levar a Venezuela a aprofundar ainda mais sua recessão, apesar do tom otimista do governo.

A consultoria Ecoanalítica, de Caracas, estima o país vá registrar uma contração do PIB de 5,8% no segundo semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ela afirma que um dos principais fatores responsáveis pelo resultado negativo será a falta de moeda estrangeira e a consequente quebra de produção do setor não-petroleiro.



E essa falta de dólares para as empresas privadas se agrava com a queda na principal fonte de divisas estrangeiras: a exportação de petróleo. Segundo a Inspectorate, consultoria britânica contratada pelo governo para auditar o setor, as exportações de petróleo e de produtos refinados caíram 8,9% em agosto - de 2,46 milhões de barris de petróleo equivalente em agosto de 2009 para 2,24 milhões agora.

Os casos de empresas apertadas se sucedem. No Estado de Miranda, a associação do setor têxtil disse que as empresas estão operando com 40% de sua capacidade de produção, por não conseguirem importar índigo e outros tecidos.

[...]

Comento: É o socialismo em ação! Chávez, o camarada do PT, conseguiu destruir de vez um país com suas medidas intervencionistas e populistas. A Venezuela vive em recessão, e para piorar a situação, com uma enorme inflação. A produção de petróleo despencou, pois a PDVSA foi transformada num braço político. Lição para os defensores da politização da Petrobrás, em curso acelerado durante a gestão de Lula. Se Dilma vencer mesmo, e o PT levar boa parte do Senado, cada vez mais a Venezuela poderá dizer para o Brasil: eu sou você amanhã. É isso mesmo que os brasileiros querem? ACORDA, BRASIL!

3 comentários:

samuel disse...

Dilma Rousseff olhando para o Hugo Chavez e dizendo: Eu sou você amanhã.

Corruptocracia: Roubar é poder! disse...

Eu tento ver as coisas da perspectiva histórica. No fim da Segunda Guerra Mundial o Brasil estava rico porque durante a guerra ele tinha vendido um monte de coisas. Até caule de embaúba em pitocos de um metro, que eram moídos e o pó usado na fabricação de pólvora.

Terminada a guerra, a metrópole tratou de refazer suas finanças e recolocar a periferia no seu devido lugar. Foi colocado no poder, no Brasil, um fantoche que comandou um grande programa de queima das reservas. O Brasil importou brinquedos e objetos de plástico. A emergente indústria automobilística norte-americana ganhou o mercado, cedendo uma fatia para a alemã Volkswagen. Para ter mão-de-obra barata (admiro Marx) promoveram o êxodo do Nordeste (leia Steinbek, ele descreve o mesmo processo ocorrido nos EUA de Oklahoma para a Califórnia) e para torrar de uma vez as reservas, construíram a capital no planalto (este projeto era do século XIX, Henrique Morize foi um dos técnicos que fez a topografia da região do hoje Paranoá).

O Brasil ficou liso, devendo, com a indústria automobilística instalada, e começou um contínuo processo de "absolutização" do automóvel na economia, na ocupação laboral do povo e até na cultura. A malha ferroviária foi sucateada. A navegação de cabotagem foi extinta. As hidrovias interiores, fluviais, foram interditadas.

Fritos os ovos, o Brasil tem hoje uma dependência da produção e consumo de automóveis maior do que o Egito antigo tinha da construção de pirâmides. E era de se prever que, mais cedo ou mais tarde, a sociedade criada em torno da indústria metalúrgica do ABC fosse gerar uma liderança política, assim como o café gerou, o pampa gaúcho gerou, o coronelismo gerou...

Lula é esta liderança gerada por este processo: a industrialização do pós-guerra, o desenvolvimentismo Juscelinista. Extremamente inconsistente, desculturalizado, "pelego" em sua definição mais profunda, em sua essência. Está o homem alojado num conjunto residencial proletário, sem perspectiva nenhuma a não ser almejar algum consumo - material, obviamente.

E é esta fase cultural que está determinando as políticas "nacionais". Só pode resultar em sucateamento. Estamos tão atrasados que, realmente, somos um problema para ser resolvido com base em Marx e nos pensadores do século XVIII.

Infra estrutura estatal? Entender o Estado brasileiro requer voltar no tempo e começar lá de quando aquele papa fez uma bula dividindo o mundo entre o cupincha de Castela e o de Porto Galo... E descobrir que a história sempre foi o seguinte: evitar que as regiões se destaquem, porque se elas se destacarem muito, elas podem se separar e então o parasitismo dominante perde o coxo, perde a mamata. Esse é o resumo.

Anônimo disse...

Mas iscuta qui, seu moço,


Lula não fez portos?
Lula não fez estradas?
Lula não reformou acordos e fez linhas de transmissão de energia?

Fez sim, ô muleque. Só que

Portos, em Cuba.
Estradas na zona cocalera da Bolívia.
E levou mais eletricidade aos paraguaios.

Queria que Lula fizesse tudo isso, TAMBÉM AQUI?

É muita querença.