sexta-feira, setembro 10, 2010

E o Oscar vai para...



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O filme “Lula, o filho do Brasil” está concorrendo a uma indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Dirigido por Fábio Barreto, o filme é puro engodo eleitoreiro, lançado justamente em ano de eleição e criando um personagem fictício, muito diferente daquele sindicalista raivoso disposto a tudo pelo poder. Uma das produções mais caras do país – quiçá a mais cara – o filme foi considerado um fracasso de bilheteria, a despeito de muita propaganda e promoção.

Falando em filmes estrangeiros, um filme que merece efusivos aplausos e especial atenção dos brasileiros é “A Vida dos Outros”. Trata-se de um filme alemão lançado em 2006, premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro. Ele retrata a realidade da Alemanha Oriental antes da queda do Muro, e o papel da Stasi, a polícia política dos comunistas. Ninguém estava livre da espionagem do governo. A devassa das vidas privadas era total. Algo que a “banalidade do dolo”, como chamou Marina Silva, parafraseando Hannah Arendt, pode produzir no Brasil. Caso os escândalos, como o da quebra de sigilos da Receita, sejam simplesmente ignorados, quando não tratados como “futrica da oposição” pelo próprio presidente, este pode ser nosso futuro.

Ao contrário do filme de ficção sobre Lula, o filme realista sobre a Stasi foi um sucesso internacional. Ele teria custado dois milhões de dólares, mas seu lucro mundial chegou a quase 80 milhões! Ainda assim, eu acho que Lula merece o Oscar. Não o filme, claro, mas o próprio presidente. Não existe ator melhor que este, mesmo incluindo os de Hollywood! Para quem duvida, basta ver o programa que o presidente gravou para “defender” sua candidata Dilma, prejudicada pelo escândalo da Receita. É uma atuação que faz Anthony Hopkins parecer amador como Lecter em “Hannibal”. A frieza com que Lula diz exatamente o oposto da verdade, transformando algoz em vítima, é digna de um Oscar de melhor ator.

Eis minha escolha: o Oscar vai para... o sujeito mais cara-de-pau que já vi. Nunca antes na história deste país um presidente inverteu tanto a realidade de maneira tão pérfida. Esqueçam Anthony Hopkins! Lula é “o cara”.

10 comentários:

Bruno Leão disse...

Bem lembrado.
Foi uma cena lamentável apesar de tratar-se de uma bela encenação!

Todos os traços de um verdadeiro psicótico presentes.

Theresa disse...

Que vergonha!
Pior que o "Pixote", e vão pagar para ser exibido no mundo todo.
Os brasileiros decentes que passaram vergonha com o Pixote, cidade de Deus, Carandiru e Central do Brasil, agora terão de passar a mais brutal das vergonhas ou seja o filme mentiroso sobre este flagelo chamado Lula da Silva.

Corruptocracia: Roubar é poder! disse...

Falar em preconceito contra mulher foi o cúmulo. "Lulla" está aparecendo no horário político de São Paulo pedindo votos para Netinho de Paula, conhecido por quebrar sua própria esposa na porrada, e pior, antes de comprado por exames, ele negou até o último minuto.

pitombo disse...

LARGA O OSSO, CACHORRO !! Estamos pagando salário de presidente para um cabo eleitoral. Sa.fa.do! Vai trabalhar va.ga.bun.do!

Anônimo disse...

O Lula Filho do Barril foi um fiasco, porém quem escolhe os filmes para disputar a indicação é o Ministério da Cultura. Então ele está entre os 23 escolhidos. Pura politicagem. Nada técnico. Vamos passar vergonha por não termos gente séria nesse país.

fejuncor disse...

Com isto a própria candidata, mostrou o quanto é incopetente, fazendo-se de boneca de ventríluco.

Burocratoparasita da União disse...

Nenhum espanto para um ano que já começou com a propaganda eleitoral ilegal do filme-propaganda do Lula. Lançar no ar “rumores sobre indicação ao Oscar” agora em clima de eleição, era só uma seqüência previsível nessa farsa toda. Claro que deve perder, mas quando sair o resultado, a eleição já terá ocorrido.

Ebert disse...

Rodrigo, esse sindicalista que todos falam tem muito gente que diz que só era chamado, exatemente chamado pelas próprias automobilisticas para fazer a greve e justificar as demmissões. Por que será que o cineasta não diz nada sobre isso no filme.
"É um erro popular muito comum acreditar que aqueles que fazem mais barulho a lamentarem-se a favor do público sejam os mais preocupados com o seu bem-estar."
Edmund Burke
Essa frase me lembra o PT.

fejuncor disse...

Notei nos arquivos que você escrevia sobre religião, DIGÃO. Vários debates acalorados. Não "peguei" aquela época.

Mandava bem, poderia voltar a abordar o tema.

ntsr disse...

Estamos prestes a virar uma venezuela, é melhor deixar a religião pra depois